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23/04/2012 - Pequenas coisas do grande futebol: Joca, o artilheiro

Finalíssima de campeonato no interior mineiro e o time da casa precisava desesperadamente da vitória - o empate daria o título ao arqui-rival.

Para piorar as coisas, um problemão: Joca, o grande craque da região, o Pelé da época, muito gripado, não podia jogar. A pedido do técnico, fica no banco de reservas, apenas para intimidar o adversário.

Rola a bola e o jogo é tenso, fechado, nada de oportunidade de gol para nenhum dos times. Já no finalzinho, o técnico, em desespero, chama o Joca e pede:

- Vai pro sacrifício, meu craque! É tudo ou nada. Só você pode nos salvar!

E o nosso herói entra em campo, aos 41 minutos do segundo tempo. Aos 44, em um contra-ataque, o ponta direita Fumaça vai ao fundo e cruza: Joca mata a bola no peito, tira o beque da jogada e dispara...

A torcida se levanta, os locutores enchem os pulmões para gritar gooool!...

De repente, os refletores do estádio se apagam. Ninguém consegue ver a conclusão do lance...

Pânico geral, somente cinco minutos depois as luzes começam a voltar. Em meio à confusão, a bola sumiu.

E, afinal, o que aconteceu?

Sereno e impassível, o juiz se dirige para o centro do gramado...

Os repórteres o cercam:

- O que foi, seu juiz?

E ele, com toda a segurança:

- GOL!

Mas ninguém viu a bola entrar após o chute do Joca! - argumentam os repórteres atônitos e os adversários enfurecidos.

E o juiz, com a maior calma:

- Vocês que acompanham futebol sabem muito bem:

"DALÍ, O JOCA NÃO PERDE!".




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