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18/12/2009 - Modelo atual de arbitragem está falido, diz Sálvio Spínola

Árbitro número um do futebol paulista em 2009, Sálvio Spinola entende que o modelo de arbitragem está ultrapassado e precisa passar por reformulação. Defensor do uso de tecnologia no auxílio ao apitador, ele disse ver com bons olhos a discussão atual sobre recursos para legitimar o vencedor da partida.

"Essa discussão está aflorada e deve continuar. Todos os envolvidos com o futebol têm que buscar alternativas que não dependam exclusivamente de um ser humano para decidir uma partida. Como está, não pode ficar. O modelo atual está falido", disse o árbitro, após exames oftalmológicos em São Paulo.

No quadro de arbitragem desde a década de 1990, Spínola propõe dois árbitros em campo como uma das soluções, mas diz que gostaria de ver fóruns para que a Fifa recebesse sugestões. A classificação da França à Copa do Mundo, com gol após assistência irregular de Thierry Henry, pode abrir esse caminho.

A International Board (IFAB, na sigla em inglês), entidade que cuida das regras do futebol e suas mudanças, tem integrantes da Fifa e representantes de federações britânicas. Um desses membros é da Irlanda, justamente o país cuja seleção foi eliminada após o polêmico lance de mão do atacante francês.

Enquanto as regras do jogo continuam as mesmas, o árbitro comemora a temporada individual sem polêmicas. "Considero ter feito uma boa arbitragem neste ano. Tive 19 atuações no Campeonato Brasileiro e acho que foram partidas que passaram despercebidas", destacou Spínola, de 40 anos.

Apoiado - Terceiro árbitro paulista na temporada passada, Wilson Luiz Seneme também defende o uso de novos recursos. Para ele, todo auxílio tecnológico para diminuir a margem de erros será bem-vindo.

"A arbitragem precisa de ajuda, até pelo fato de sua condição amadora. Tudo o que a Fifa vem fazendo - como dois assistentes atrás dos gols - é válido. É importante não apenas para nós, mas para todos. A polêmica pode ser boa a alguns em certas situações, mas não para a nossa profissão", disse Seneme.



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