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18/12/2009 - Dico, o homem que marcava forte e esbanjava respeito

Por: Edwellington Villa, So Jose do Rio Preto
Na foto da capa Dico no estdio Cludio Rodante, em Fernandpolis, cidade onde mora com a mulher Nanci. Aposentado, ele pai de Oswaldo Jnior, Marilisa e Luis Fernando

Na foto da matria o Botafogo, campeo da Segunda Diviso de 1956 e que garantiu o indito acesso ao Paulisto. De p, a partir da esquerda: Galdino Machado, Julio, Fonseca, Dico, Mrio e Gil; agachados: Noca, Moreno, Ponce, Neco, Guina e o massagista Mascaro




Verstil e soberano na rea, Dico foi um jogador raudo, que marcava duro, mas sempre com lealdade, e fez sucesso defendendo o Rio Preto e o Amrica. Nascido em Pindorama no dia 17 de fevereiro de 1931, Oswaldo Iembo comeou a carreira como zagueiro do Verdo em 1950 e logo na primeira temporada foi campeo do Amador da cidade. No ano seguinte, estava jogando basquete pelo Automvel Clube quando foi chamado para disputar o Amador do Estado pelo Gema de Monte Aprazvel. A formao do time, ele lembra como se fosse hoje. "Herclio; Baguinho e Keme; Gajo, Dico e Zunzun; Orlando Maia, Luciano, Orias, Laguna e P-de-pato", escalou. "Fizemos uma boa campanha." Em 1952, Dico recebeu convite para jogar no Votuporanga Esporte Clube em troca de um emprego na prefeitura da cidade. Num amistoso contra o Amrica, o VEC venceu por 2 a 1 e o "xerifo" arrebentou. "No mesmo dia eu e o Orias (ponta-esquerda que depois atuou no Palmeiras) viemos para o Amrica", informa.

Ainda sob um regime amadorista, Dico fez alguns jogos tambm pelo Fluminense, da Vila Erclia. Em 1954, ficou seis meses no XV de Piracicaba, emprestado pelo Amrica por Cr$ 20 milhes. Retornou da equipe piracicabana e disputou a Segundona de 1954/55 pelo Rubro. Na sua vida futebolstica, Dico criou laos afetivos com Amrica e Rio Preto. Alm de jogar, ele tambm foi treinador dos dois clubes da cidade. Quando pendurou a chuteira, em 1961, foi auxiliar tcnico de Joo Avelino no Rubro. Retornou ao clube em 1972, como supervisor, cargo que ocupou por cinco anos. Em 1977, foi o treinador do time durante alguns meses entre idas e vindas de Luiz Carlos Peters, Urubato Calvo Nunes e Chiquinho. Em 1963, comandou o Rio Preto na conquista da Segunda Diviso (atual A-3) e o acesso Primeirona (A-2). Foi o primeiro ttulo expressivo na histria da agremiao. Retornou ao Jacar 18 anos depois. Tambm treinou outras equipes e foi campeo da Segundona pelo Fernandpolis em 1979.

Heri do Botafogo vai parar no Porto
Depois de atuaes marcantes pelo Amrica, Dico foi contratado pelo Botafogo em maio de 1956. Ele se destacou na goleada do Rubro sobre o time ribeiro-pretano por 6 a 1, com trs gols do ponta-direita Cuca, no estdio Mrio Alves Mendona, em Rio Preto. Os destinos do Botafogo e de Dico estavam traados. Smbolo de raa, o jogador virou heri do Tricolor, ao marcar o gol do ttulo da Segunda Diviso de 1956, na vitria sobre o Paulista, de Jundia, por 1 a 0, no Parque Antrtica, em So Paulo. O lance daquela tarde de 10 de fevereiro de 1957 no sai de sua memria. "O Noca cobrou uma falta da ponta-direita. A bola bateu na trave e veio ao meu encontro. Completei de cabea e ela entrou no cantinho", relata. Naquela campanha inesquecvel, o Botafogo disputou 23 jogos, com 18 vitrias, trs empates e duas derrotas. Ficou invicto 18 partidas at perder para o So Bento por 2 a 0, em Sorocaba, na penltima rodada da segunda fase.

Venerado pela torcida, Dico permaneceu no clube mais dois anos. "Ficamos em quarto lugar no Paulisto de 1957 e em quinto no ano seguinte", relembra o ex-jogador. Depois de uma passagem pelo Palmeiras, ele retornou ao Botafogo. O treinador Otto Vieira, que o conhecia e estava no Porto, assistiu a vitria do Botafogo sobre a Portuguesa por 4 a 2, no Canind, e o levou para o clube lusitano. Apresentou-se no dia 7 de agosto de 1960 e assinou contrato at 31 de julho de 1962. Titular absoluto da lateral-esquerda, retornou em maro de 1961 ao sofrer uma contuso no joelho direito. Aps curto perodo de inatividade, Dico voltou a treinar no Amrica, mas disputou apenas alguns amistosos. O Porto no liberou seu passe e ele encerrou a carreira, aos 30 anos.

Jogador foi campeo paulista pelo Palmeiras em 1959
A regularidade de Dico chamava a ateno de grandes clubes desde quando jogava no Amrica, mas s aps o seu bom desempenho pelo Botafogo, ele acabou tendo a oportunidade de se transferir para o Palmeiras. "A idade estava avanando e eu precisava ganhar mais dinheiro. Depois de recusar vrias propostas, finalmente o Botafogo concordou em me negociar com o Palmeiras", comenta. Estreou na equipe palmeirense numa curta excurso ao Nordeste. Ficou no banco e no participou dos dois primeiros duelos contra o Santa Cruz (vitria por 4 a 2) e Sport (derrota por 1 a 0), ambos na Ilha do Retiro, em Recife. Entrou pela primeira vez na partida diante do Bahia (vitria por 2 a 1), no domingo, 7 de junho de 1959, na Fonte Nova, em Salvador, ao substituir o lateral Edson. Foi titular pela primeira vez na derrota de 2 a 0 para o Ypiranga, tambm na Fonte Nova.

Comeou o Paulisto como titular no empate de 2 a 2 com o Palmeiras, em Ribeiro Preto. Dico no tinha uma seqncia de jogos e achou que estava sendo perseguido pelo tcnico Oswaldo Brando. Mesmo assim, ajudou o Verdo a conquistar o ttulo paulista de 1959, mas no atuou nos trs jogos decisivos contra o Santos (dois empates -1 x 1 e 2 x 2 - e na vitria de 2 a 1), realizados em janeiro do ano seguinte. Entre 1959 e 1960, Dico no marcou nenhum gol nos 31 jogos que disputou pelo Palmeiras. Foram 19 vitrias, seis empates e seis derrotas. Sua ltima apario com a camisa esmeraldina ocorreu na goleada de 5 a 3 sobre o Independiente, em amistoso disputado na sexta-feira, dia 1 de abril de 1960, em Buenos Aires. Os atritos com Brando se acentuaram e Dico decidiu retornar ao Botafogo.

FICHAS TCNICAS:

Amrica - 3
Barrela; Xatara e Martin; Tuca (Eraldo), Aldo (Bertolino) e Dico; Cuca, Paulinho, Dozinho, Lero e Orias. Tcnico: Lzaro de Melo, o Bindo.


Palmeiras - 1
Vilera (Fbio); Belmiro (Manoelito) e Waldir; Nicolau, Waldemar Fime (Waldemar) e Grsio; Renato (Mangaratiba), Ivan (Humberto), Ney, Jair Rosa Pinto (Mazzola) e Rodrigues (Bernardes). Tcnico: Cludio Cardoso.

Gols: Xatara (contra), Orias, Nicolau (contra) e Cuca. rbitro: Adino Paschiera. Renda e pblico: no obtidos. Local: estdio Mrio Alves Mendona, em Rio Preto, domingo, dia 25 de setembro de 1955, em jogo amistoso, quando Dico j se destacava no Amrica. Pela vitria, o Rubro conquistou a Taa "Nelson Duque".

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Botafogo - 1
Galdino Machado; Fonseca e Julio; Mrio, Dico e Gil; Noca, Moreno, Ponce, Neco e Guina. Tcnico: Jos Agnelli.


Paulista - 0
Nicanor; Peter e Negro; Alvair, Barizon e Pando; Dorival, Bazo, Osvaldinho, Ben e Paulistinha. Tcnico: no obtido.

Gol: Dico aos 30 minutos do primeiro tempo. rbitro: Ariovaldo Pereira dos Santos. Renda: Cr$ 567.710,00. Pblico: no obtido. Local: Parque Antrtica, em So Paulo, no dia 10 de fevereiro de 1957, no 3 jogo das finais do Campeonato Paulista da Segunda Diviso, quando o Botafogo conquistou o acesso indito, com o gol marcado por Dico.


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