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09/12/2009 - Lembra dele? Boiadeiro foi campeão com Vasco, Cruzeiro e Corinthians

Por: Edwellington Villa, São Jose do Rio Preto
CRUZEIRO - Bicampeão da Supercopa Sul-Americana, mineiro e da Copa do Brasil. Em pé, da esquerda para a direita: Paulo Roberto, Célio Lúcio, Luizinho, Douglas, Nonato, Paulo César Borges e o preparador físico Luís Inarra; agachados, na mesma ordem: Teotônio (massagista), Betinho, Luiz Fernando Flores, Marco Antônio Boiadeiro, Renato Gaúcho e Roberto Gaúcho




São raros os casos de jogadores da região que conseguem alcançar o estrelato, defender grandes clubes e chegar à Seleção Brasileira. Um desses felizardos é Marco Antônio Ribeiro, nascido e criado na zona rural e que ganhou o apelido de Boiadeiro assim que desembarcou em Ribeirão Preto para atuar no juvenil do Botafogo. "Eu ia de bota, fivelona e de chapéu", recorda o meio-campista, que acumulou títulos no Vasco, Cruzeiro e Corinthians, três potências do futebol nacional. Boiadeiro nasceu no dia 13 de junho de 1965, na fazenda Prece, município de Paulo de Faria, e foi registrado em Américo de Campos. Passei a infância em Duplo Céu e Paulo de Faria", diz. Depois de alguns toques refinados em campos da região, ele foi levado ao Botafogo pelo ex-zagueiro Paulão, para fazer testes na cidade de Bonfim Paulista, em 1981. "De 39 garotos, só eu fui aprovado", orgulha-se.

Ficou nas categorias de base cinco anos, quando foi promovido ao time profissional, em 1985. Estreou no empate sem gols com a Inter de Limeira, pelo Paulistão. No ano seguinte já era titular absoluto e atuou com Raí, Mário Sérgio, Paulo Rodrigues, o goleiro Gasperin, entre outras feras. No segundo semestre foi emprestado ao Guarani, que em troca cedeu Rubens Feijão e mais um bando ao Botafogo. Foi vice-campeão brasileiro pelo Bugre ao perder nos pênaltis a épica final para o São Paulo, após empate de 1 a 1 no tempo normal e por 2 a 2 na prorrogação. Repetiu o feito no ano seguinte ao ser derrotado pelo Sport na final. Teve o passe comprado pelo clube campineiro, onde permaneceu até dezembro de 1988, faturando ainda o vice-campeonato paulista ao perder a decisão para o Corinthians por 1 a 0, gol do então novato Viola. No ano seguinte, o Vasco adquiriu o vínculo do armador. A equipe carioca foi campeã brasileira - na final bateu o São Paulo por 1 a 0, no Morumbi, gol de Sorato -, e também conquistou o Troféu Ramon de Carranza, na Espanha, e a Supercopa (equivalente hoje à Copa Sul-Americana). Também ajudou o clube cruzmaltino a levantar o caneco da Taça Guanabara e o vice do Carioca de 1990.

O auge de sua carreira ocorreu no Cruzeiro, onde foi bicampeão da Supercopa (1991/92), campeão mineiro (1992) e campeão da Copa do Brasil (1993). Com um futebol simples, mas eficiente, foi convocado pelo técnico Carlos Alberto Parreira para disputar a US Cup, nos Estados Unidos, e a Copa América do Equador, ambas em 1993. Disputou cinco jogos pela Seleção Brasileira, com duas vitórias, dois empates e uma derrota, mas acabou crucificado por ter perdido um pênalti diante da Argentina, na semifinal da Copa América, que culminou com a eliminação do Brasil. Irritado, denunciou Zagallo e dirigentes da CBF. "Eles só levam para a Seleção jogadores de empresários", acusou, na época. Ficou quatro meses no Flamengo, em 1994, quando foi vice-campeão carioca. Em agosto daquele ano chegou ao Corinthians. Estreou no empate de 1 a 1 com o Sport, dia 17, quarta-feira, no Pacaembu, pelo Brasileirão. No domingo seguinte, marcou o segundo gol no empate de 2 a 2 com o Grêmio. Participou de cinco dos 38 jogos na campanha do título paulista de 1995. Na conquista da Copa do Brasil do mesmo ano, atuou apenas na vitória de 2 a 1 sobre o Paraná, no jogo de volta das quartas-de-final, ao entrar no lugar de Tupãzinho. No total, foram 25 jogos, com 11 vitórias, seis empates, oito derrotas e dois gols marcados pelo Timão.

Fatura título da Série B e garimpa novos talentos
Com a chegada do volante Bernardo ao Corinthians, Marco Antônio Boiadeiro foi perdendo espaço e, ao perceber que não estava nos planos do técnico Mário Sérgio, pediu para ser negociado. Acertou com o Rio Branco de Americana, onde atuou com o volante Marcos Assunção, e foi vice-campeão do Torneio Início do Paulistão de 1996. "Perdemos a final para o Palmeiras", informa. Também foi vice no Campeonato Goiano de 1996, pelo Anápolis. "Na decisão, fomos prejudicados pelo juiz Antônio Pereira da Silva, que deu um pênalti inexistente para o Goiás", lamenta. Retornou a Belo Horizonte, mas desta vez para atuar no Atlético-MG. No segundo semestre, ao lado de Gilberto Silva, atualmente no Liverpool, Milagres, Alberto, Pintado, Tupãzinho e outros craques, ajudou o América-MG a faturar o título do Brasileiro da Série B. Boiadeiro é um dos poucos jogadores que tiveram o privilégio de defender os três maiores clubes mineiros e ser campeão em dois deles (Cruzeiro e América). Em 2000, transferiu-se para o Barbarense, onde ficou pouco tempo e decidiu pendurar a chuteira. Hoje, ele possui a empresa Boiadeiro Assessoria Esportiva, que avalia semanalmente, em diversas cidades, cerca de 300 meninos de 11 a 18 anos. O ex-meia ainda tem tempo para criar gado e cultivar cana em suas propriedades rurais, em Poloni e Paranapuã.


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