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01/12/2009 - No América, Nelsom Prandi só não jogou no gol

Por: Edwellington Villa, São Jose do Rio Preto
NA SELEÇÃO - Convocado pelo técnico Vail Mota, Nelson Prandi defendeu a Seleção Paulista em uma excursão pela Ásia em 1976. A partir da esquerda, de pé: Sérgio, Mauro Pastor, Nelson Prandi, Ademir Fonseca, Carlos Beronha e Paulinho; agachados: Tatinho, Wilson Carrasco, Wilson Luiz, Gatãozinho e Nascimento




Jogador criativo e vigoroso na marcação, mas sem ser desleal, Nelson Prandi dedicou oito anos de sua carreira ao América. Neste período jogou em quase todas as posições. Só não atuou no gol. Participou da conquista da Taça dos Invictos em 1972, foi campeão do Torneio Seletivo de 1977 e disputou o Brasileirão no ano seguinte. Uchoense de nascimento, ele começou a jogar no time amador de sua terra natal e chegou ao América no início da década de 70, indicado pelo seu primo Rui ao técnico Vail Mota. Rui e Vail tinham trabalhado juntos na Estrada de Ferro da Araraquarense. Assinou contrato logo após a goleada de 6 a 1 sobre o time amador do Jamil Khauan, em jogo-treino disputado na quinta-feira, 4 de março de 1971, no estádio Mário Alves Mendonça.

Uma semana depois, estreou oficialmente no amistoso sem gols contra o Rio Branco, de Ibitinga, campeão da Segunda Divisão do ano anterior. Raçudo, mas também habilidoso para sair jogando, ele começou a carreira como médio-volante. Na primeira vez que enfrentou um grande recebeu a ingrata tarefa de marcar Pelé, na Vila Belmiro, pelo Paulistão de 1972, no dia 8 de março. Cumpriu sua missão e foi elogiado, apesar da derrota do América por 1 a 0. Todos os treinadores que passaram pelo clube perceberam a versatilidade de Prandi e passaram a explorar essa virtude dele. O próprio Vail Mota o colocou nas duas pontas e como meia. Wilson Francisco Alves, o Capão, gostava de escalá-lo como lateral-direito.

Urubatão Calvo Nunes aproveitou Prandi nas laterais e como central e quarto-zagueiro. A preferência do gaúcho Francisco Silva Neto, o Chiquinho, era utilizá-lo na lateral-direita e como central. Também foi armador, meia-direita, centroavante e até ponta-esquerda na época de Roberto Belangero. Oswaldo Iembo, o Dicão, colocou Prandi como lateral-direito, central e volante. "Eu assimilava bem as instruções deles e não encontrava dificuldades de adaptação", afirma. Prandi quebrou a tíbia da perna direita no amistoso contra o Vila Nova-GO, no MAM, dia 26 de julho de 1978. Vestindo a camisa 13, entrou faltando 15 minutos no lugar de Zico. No 1º lance, numa disputa de bola com o ponta-direita Cuta, sofreu a fratura e ficou seis meses sem jogar. Retornou em janeiro do ano seguinte, com o América capengando no Paulistão e ameaçado de rebaixamento. Na penúltima rodada, o Rubro fez 2 a 0 no XV de Jaú, dia 25 de março, gols de Iaúca e Zico (pênalti). Perdeu de 3 a 1 do Juventus, na despedida, mas foi beneficiado pelo empate de 0 a 0 entre Paulista e XVde Piracicaba. O time de Jundiaí foi para o rebolo. Mesmo ganhando do XV de Jaú por 1 a 0, a Portuguesa Santista foi rebaixada. Após o estadual, Prandi recebeu propostas do São José e do Taubaté, mas jogou mais um ano no Catanduvense antes de encerrar a carreira.
Capitão da seleção paulista na Ásia
Em 1976, Nelson Prandi foi convocado pelo técnico Vail Mota para defender a seleção paulista de novos numa excursão de 60 dias pela Ásia. Prandi foi capitão do time campeão da Copa Presidente, na Coréia do Sul. Na decisão, contra os donos da casa, houve empate de 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação. As duas equipes dividiram o título do torneio. Retornou ao América, onde permaneceu até abril de 1979. Depois do Paulistão (perdeu o último jogo por 3 a 1 para o Juventus), ainda atuou na derrota para o Corinthians, em Presidente Prudente, por 2 a 0, em amistoso no dia 8 de abril, e foi colocado à venda junto com o ponta-direita Luís Poiani, o meia Wilson Luiz e o lateral Luiz Barros.

Atuou no Catanduvense em 1979 e parou. Ainda foi campeão do Amadorzão de Rio Preto pela Silcor e defendeu a Bibo e o Botafogo da Ercília. Formado em Administração de Empresas pela antiga Faer, até 1987, Prandi teve uma loja de decoração perto da escola Cardeal Leme. Hoje, trabalha com estofados. Fabrica sob encomenda e reforma. Ele também revende cogumelo do sol, um produto que aumenta o sistema imunológico. Casado com Mércia e pai de Márcio Rodrigo, Daniel Roberto e Renato Henrique, Prandi completará 55 anos dia 22 de agosto. Até hoje, com os filhos e amigos, participa de peladas, às terças-feiras, no mini-campo da AABB.


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