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21/11/2009 - Jackson Pereira jogou em 10 clubes paulistas e em mais sete estados

Na foto: COME-FOGO - O volante Jackson e o amigo Peu, atacante que defendeu o Botafogo, antes do derby de 1985



Jackson Pereira tem uma alta quilometragem rodada como jogador. Só em São Paulo ele defendeu 10 clubes do Interior. Alagoano de Atalaia - conterrâneo do centroavante Aloísio, do São Paulo, e do lateral-esquerdo Jadilson, do Cruzeiro -, ele começou a carreira por acaso nas categorias de base do CSA. "Eu passava com freqüência em frente à Lagoa (bairro onde o time treinava). Um dia faltava um jogador para completar o coletivo e me chamaram", recorda. Mesmo treinando descalço, agradou dirigentes e comissão técnica que o convidaram a fazer parte da equipe. Foi bicampeão estadual pelas categorias de base do clube em 1982 e em 1983. Já estava para "estourar" a idade, mas como não era aproveitado no time principal, resolveu mudar de ares e foi para o Esporte, da Paraíba, onde assinou seu primeiro contrato como profissional.

Alguns meses depois retornou a Alagoas e ficou um curto período no ASA de Arapiraca até que em maio de 1984, Roberval Davino o convidou para defender o CRB. Volante estilo carrapato, o futebol nordestino estava ficando pequeno para ele. Recebeu o incentivo de amigos, que rifaram uma bicicleta e um relógio de pulso, arrecadaram o dinheiro e deram para Jackson vir a São Paulo, em janeiro de 1985. Tentou fazer testes no Nacional e no São Bernardo, que era comandado pelo técnico Mário Juliato, mas nem o deixaram treinar. O meia-esquerda Pita, que defendia o São Paulo, lhe deu uma força e o encaminhou a Ribeirão Preto, onde encontrou o amigo Peu, atacante que jogava pelo Botafogo. Não havia vaga no tricolor ribeirão-pretano. Peu convenceu o supervisor Alfredo Sampaio, que estava no Comercial, a dar uma chance ao novato. Jackson treinou quatro dias, foi aprovado pelo técnico Aristeu Resende e assinou contrato com o Bafo.

Estreou na derrota de 1 a 0 para o América, no estádio Mário Alves Mendonça, em Rio Preto, no dia 15 de setembro de 1985, pelo Paulistão. Ao final da temporada, teve proposta da Ponte Preta, mas disputou apenas um amistoso, contra o São Bernardo. Não houve acerto e retornou ao Comercial. Obediente taticamente, Jackson ganhou a confiança de Aristeu Resende, que o levou para o Bragantino e, posteriormente, para o Sãocarlense. Em 1990, ele ajudou a Matonense a subir da Segunda para a Divisão Especial (atual A-2). Também defendeu o Paulista, de Jundiaí, em 1991. Jogou no Barbarense, dirigido pelo técnico Batista, ex-volante do Inter-RS e da Seleção Brasileira. Fez sucesso no Paraguaçuense, atuando com Marcelinho Paraíba e Narciso, em 1994. Ficou na equipe de Paraguaçu Paulista até 1999, com saídas por empréstimo para Marília e Inter de Bebedouro, que na época tinha Roberto Brida como treinador.
Atuou em mais 12 times de 7 Estados
Além do futebol paulista, o volante Jackson teve a oportunidade de jogar em mais sete estados brasileiros. Os contratos dele encheram, no mínimo, umas três carteiras de trabalho. No final da década de 1980, ele defendeu Tupi, de Juiz de Fora-MG, Chapecoense-SC e União de Francisco Beltrão, onde era comandado pelo técnico uruguaio Sérgio Ramirez e foi vice-campeão da Segunda Divisão do Paraná. Esteve três meses no União da Vitória-PR e excursionou com o Corinthians de Alagoas para Japão, Estados Unidos e Peru. Em 1992, quando defendia o Náutico, foi eleito o terceiro melhor meio-campista do Brasileirão, atrás apenas de Júnior, do Flamengo, e Marquinhos, do Inter-RS.

No segundo semestre atuou pelo Juventude no Campeonato Gaúcho. No ano seguinte, foi campeão do Interior do Campeonato Mineiro, pelo Democrata, de Governador Valadares. Também jogou no Apucarana-PR, Tuna Luso-PA, Marcílio Dias-SC e Botafogo, de Xaxim-SC, onde pendurou a chuteira, em 1999. Fixou residência em São Carlos e começou a trabalhar em escolinhas de futebol em Videira e Capizal, ambas em Santa Catarina, administradas pelos jogadores Marcelinho Paraíba e Narciso. Comandou o Chapecoense no Catarinense Sub-20 e veio para o Rio Preto em fevereiro de 2007. Divorciado, Jackson, que nasceu em 28/11/1962, é pai de Jan Jackson, que está nas categorias de base do Inter-RS, e Jean Pierre.
AMÉRICA - 1
Barbiroto; Brasinha, Orlando Fumaça, Roberto Fonseca e Daniel; Paulo Cézar Catanoce, Amado e Toninho; Izael, Luis Fernando Gaúcho e Mané. Técnico: Urubatão Calvo Nunes.


COMERCIAL - 0
Gúbio; Gasparzinho, Souza, Luis Carlos e Fantick; Jackson, Manguinha e Henrique; Júlio César (Tostão), Roberto Carlos e Zé Paulo (Sivaldo). Técnico: Aristeu Resende.

Gol: Luis Fernando Gaúcho aos 28 minutos do primeiro tempo.
Árbitro: João Leopoldo Ayeta. Renda: Cr$ 27.170.000,00. Público: cerca de 6 mil pessoas. Local: estádio Mário Alves Mendonça, em Rio Preto, domingo, 15 de setembro de 1985, pela quinta rodada do returno do Paulistão, na estréia de Jackson no futebol paulista, atuando pelo Comercial.
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COMERCIAL - 1
Nivaldo; Gasparzinho, Souza, Luis Carlos e Luiz Alberto; Jackson (Iraci), Manguinha (Tostão) e Henrique; Júlio César, Roberto Carlos e Zé Paulo. Técnico: Aristeu Resende.


BOTAFOGO - 4
Gasperin; Carlucio, Arnaldo, Juarez e Ari (Fernando); Pedrinho, Marco Antônio Boiadeiro e Raí; Peu, Ronaldo e Marquinhos. Técnico: Pedro Rocha.

Gols: Ronaldo e Marquinhos no primeiro tempo. Peu, Luiz Alberto e Ronaldo (pênalti) no segundo tempo. Árbitro: Roberto Nunes Morgado. Renda: Cr$ 96.950,000,00. Público: 9.276 pagantes e 1.679 menores. Público total: 10.955 torcedores. Local: estádio Palma Travassos, em Ribeirão Preto, terça-feira, 29/10/1985, pelo Paulistão.


FICHAS TÉCNICAS:




NÁUTICO - 5
Mauri; Cafezinho, Paulo Roberto, Lúcio Surubim e Daniel; Jackson, Fagundes, Lau (Possi) e Nivaldo; Pirata e Ocimar (Augusto). Técnico: Zé Mário.


PAYSANDU - 1
Luís Carlos; Corrêa, Augusto, Vitor Hugo (Eraldo) e Pedrinho; Edgar (Oberdan), Dema e Preta; Ivan, Vladimir e Edelvan. Técnico: Jair Picerni.

Gols: Corrêa aos 16, Pirata aos 17, Nivaldo aos 30, Daniel aos 42 e Ocimar aos 43 minutos do primeiro tempo. Nivaldo
aos 39 minutos do segundo tempo. Árbitro: Márcio Rezende de Freitas (MG). Renda: Cr$ 20.850.000. Público: 5.840 torcedores. Local: estádio dos Aflitos, em Recife, domingo, 8/3/1992, pela 7ª rodada do Brasileirão.
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NÁUTICO - 0
Mauri; Cafezinho, Barros, Freitas e Daniel; Jackson, Fagundes, Lau e Nivaldo; Pirata e Ocimar (Augusto). Técnico: Zé Mário.


FLAMENGO - 0
Gilmar; Fabinho (Zé Ricardo), Wilson Gottardo, Rogério e Piá; Uidemar, Charles e Júnior; Paulo Nunes (Luís Antônio), Gaúcho e Zinho. Técnico: Carlinhos.

Árbitro: Joaquim Gregório (CE). Renda: Cr$ 42.482.000. Público: 11.291 pagantes. Local: estádio dos Aflitos, em Recife, sábado, 21 de março de 1992, pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro, quando Jackson enfrentou o Mengo de Júnior e companhia, que conquistou o título nacional daquela temporada.


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