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20/11/2009 - Tributo a raa negra

Esta quinta feriado, Dia da Raa Negra. Ento, permita-me, neguinha, prestar um singelo tributo a esses negros e mulatos maravilhosos que nos encantaram campos afora com seu talento inexcedvel, escalando uma seleo de todos os tempos que vi em ao: Dida ou Barbosa. Djalma Santos, Lus Pereira, Aldair e Leovigildo Jnior. Bauer, Zizinho e Pel; Garrincha, Lenidas da Silva e Canhoteiro.

Isso, sem falar na legio de tantos outros, imensos craques, como Didi, Tesourinha, Coutinho, Edu, Paulo Csar Caju, Jairzinho, o Furaco da Copa, Lus Pereira, Ademir da Guia, Rivaldo, Ronaldo Fenmeno, Romrio etc.

Claro que estou deixando de fora alguns monstros sagrados de nossa histria que no cheguei a ver jogar, a no ser, eventualmente, em alguma seleo de veteranos, como o caso de Domingos da Guia, o Divino. Pude v-lo, ainda menino, defendendo a Seleo Brasileira, em 53, num Campeonato Sul-Americano de Veteranos, realizado no Pacaembu, em 1953.

Domingos no foi apenas, segundo os relatos da poca e o testemunho impecvel de alguns contemporneos, simplesmente nico. No s pela bola que jogava. Mas, tambm, por impor sua negritude sobre os cartolas da poca, um gesto singular num tempo em que ainda se ouviam o tilentar das correntes na Senzala disfarada de urbanidade. Fenmeno semelhante ao a tragica figura de Fausto, a Maravilha Negra, que morreu jovem, de tuberculose, praticamente em campo.

E, sim, Arthur Friedenrech, esse mulato de olhos verdes, filho de um comerciante alemo e uma cozinheira negra, primeiro dolo nacional,que reinou no futebol brasileiro durante vinte anos, nas primeiras dcadas do sculo passado, sem o apoio de uma rede de comunicaes como a de hoje, com fidalguia e talento incomparveis.


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