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19/11/2009 - Palmeiras perde a cabeça, o jogo, e luta pela Libertadores

"Não sou um cara de mentir para a torcida. O título pode esquecer. Depois de hoje acabou".

A declaração de São Marcos, assim que terminou o jogo contra o Grêmio, sentenciou o fim do sonho palestrino.

Competição, de fato, só na etapa inicial.

O Grêmio não teve novidades na escalação. O Palmeiras, ao contrário, apresentou várias.

Muricy finalmente fez aquilo que muitos pediam. Colocou o time no 4-4-2, com Pierre, Sandro Silva, Saconny e Diego Souza no meio. Obina e Ortigoza formaram o ataque.

Deveria ter utilizado Vagner Love na vaga de Obina, assim com o correto seria ter tentado jogar com Saconny assim qu Cleiton Xavier se machucou, todavia o treinador não é o responsável pelo fracasso no Olímpico.

No primeiro tempo o Grêmio explorou bastante o vulnerável lado direito da defesa palestrina, Diego Souza apareceu de vez em quando na esquerda, tirou a sobra gremista e levou algum perigo.

Os anfitriões foram um pouco melhores, contudo nada demais. O gol de Maxi Lopes, segundos antes do apito do intervalo, desestabilizou muito além do normal a equipe Alviverde.

Quando seus jogadores caminhavam ao vestiário, Maurício e Obina discutiram por causa do lance do gol. O zagueiro tentou dar um tapa no centroavante que fechou a mão para dar um soco no "companheiro".

Na entrada do vestiário, encobertos pelo túnel de proteção, brigaram.

Héber Roberto Lopes expulsou ambos na volta.

Dali em diante, com 9 contra 11, não houve mais competição.

Maxi Lopes fez outro no segundo tempo e confirmou os 3 pontos.

Constrangido

A lei do futebol, outra vez repito, só serve para tornar as condições de disputa iguais. Assim os bons e maus resultados, e principalmete as consequências deles (valorização, título, marcas históricas, ou o contrário) justos.

Por isso, apesar de ficar constrangido, me sentir mal por defender isso, eu não expulsaria os jogador.

Maurício, pelas imagens, só merecia amarelo (tinha um antes).

Obina foi muito agressivo e quando falo que me sinto mal, e muito, por defender tal ponto de vista, me refiro a atitude dele apenas.

Pela regra, sem dúvida, os citados mereceram os cartões vermelhos.

Mas eu não os expulsaria.

André Dias e Hugo protagonizaram cena similar, o entrevero foi mais leve, contudo a regra não especifica a intensidade da violência. E eles não foram expulsos.

Continuarei defendendo tal ponto de vista enquanto a maioria dos apitadores não cumprirem determinados pontos da regra.

Seja nos carrinhos, distribuição de cartões, defesas de goleiros que se adiantam em penalidades, demora dos goleiros na reposição de bola e outros detalhes esquecidos ou cheios de interpretações dúbias dos homens da lei nos 90 minutos.

A diretoria palmeirense, ao cabo da partida, comunicou que os demitiu.

Como precisava botar a casa em ordem para brigar pela Libertadores, eles são limitados na parte técnica, e só haveria, no máximo, um jogo a mais para eles disputarem, fizeram bem.


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