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25/03/2009 - Lesionada Jade Barbosa é abandonada pela Confederação Brasileira de Ginástica

Jade Barbosa vende camisetas em seu site para pagar o tratamento do punho direito.

A Confederação Brasileira de Ginástica, segundo o que você lerá nas reportagens, alega que não ajudou a Jade por falta de pedido.

O Comitê Olímpico Brasileiro, o mesmo dos caríssimos Jogos Pan-americanos sem relatório e Olimpíada sem grandes resultados, observa tudo de forma passiva.

Continua sem investir no esporte de base, o da escola, que poderia levar alegria e saúde a milhões de crianças, além de contribuir na educação delas.

Não fiscaliza as Federações, nem se manifesta ou toma partido quando acontecem os problemas com atletas.

Poderia ter pego um pouco de sua verba para custear o tratamento da ginasta. Ao menos evitaria este tipo de notícia. Mas nem isso.

No mundo de hoje, tenho a impressão que as vezes os poderosos se esquecem que lidam com seres humanos e suas necessidades, dores, sentimentos, objetivos, vida pessoal…

É preciso respeito real, não jogos de cena, explicações públicas pouco convincentes sobre o óbvio e outras formas de desculpas improdutivas.

Paguem o tratamento de Jade nem que dure 50 anos.

A situação é uma vergonha nacional, ainda mais se observarmos as posições do presidente Lula, sempre de apoio incondicional aos mega-eventos do COB.

Um telefonema resolveria.

Abaixo, as matérias

Jade Barbosa: ‘Eles te usam até o ponto que dá e depois jogam fora’

Ginasta reclama de abandono da CBG e do Comitê Olímpico Brasileiro

GLOBOESPORTE.COM

Jade diz que CBG foi negligente em relação à gravidade de sua lesão no punho

Mesmo após anunciar a venda de camisetas em seu site para custear as despesas com o tratamento médico de uma grave lesão no punho direito, a ginasta Jade Barbosa não recebeu qualquer contato da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG). Na noite deste domingo, ela voltou a acusar a entidade de negligência.

- Eles te usam até o ponto que dá e depois te jogam fora - disparou, em entrevista à "Rádio Gaúcha".

Jade afirmou mais uma vez que a CBG sabia da gravidade de seu problema e escondeu o fato para que ela disputasse as Olimpíadas de Pequim.

- Eu não sabia de nada o que estava acontecendo. Eu acho que a Confederação tinha completa noção, porque eu fiz exames em janeiro de 2008, dizia que eu estava com muita dor, reclamava, fazia exames de 15 em 15 dias. Eles falavam para mim que não era nada, mas eu só tomava remédio e remédio. Só fui saber a lesão que eu tinha quando voltei para o Rio e procurei o meu médico. Eles tinham que se responsabilizar mais, porque eu morei na seleção quatro anos. Eu era menor de idade - criticou

.A CBG, porém, se disse disposta a ajudar caso seja procurada pela família da atleta ou pelo seu clube, o Flamengo. Leia mais .

Jade, que ainda não sabe se terá que passar por uma cirurgia, ressaltou ainda que o Comitê Olímpico Brasileiro também deveria tomar providências sobre o seu caso.

- É interessante o Comitê Olímpico Brasileiro ajudar todos os atletas antes das Olimpíadas, não só dar uniforme. Acho que deveria haver um investimento maior, porque chega nas Olimpíadas e todo mundo quer cobrar medalha. Aí fica difícil – declarou.



CBG espera pedido de ajuda de Jade e pai se revolta: ‘Só podem estar brincando’

César Barbosa critica silêncio da entidade e cobra atitude do COB

CBG diz que só pode agir quando receber contato da família de Jade ou do Flamengo

O anúncio de que Jade, uma das maiores esperanças do Brasil na ginástica, está vendendo camisas em seu site oficial para pagar o tratamento de uma grave lesão no punho direito gerou uma nova onda de críticas à Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), que ainda não procurou a atleta para oferecer apoio. De acordo com a entidade, porém, isso só acontecerá se a ginasta ou seu clube, o Flamengo, pedirem ajuda.

- O caminho tem que ser inverso. Hoje em dia ela está no clube, existe uma questão de hierarquia. Não podemos nos meter. Em nenhum momento ela, o pai ou o clube procuraram a CBG. Já tivemos casos de atletas que operaram aqui em Curitiba porque o clube pediu ajuda - afirmou a entidade, através de sua assessoria.

O pai de Jade, César Barbosa, se revoltou ao tomar conhecimento da posição oficial da CBG.

- Ela tem que bater lá e pedir "Me ajuda, pelo amor de Deus"? Isso não existe. A Jade fazia exames quinzenalmente em Curitiba, eles sabiam de tudo. Só podem estar brincando - esbravejou.

Ela é só uma menina, e eles não mandaram sequer uma carta ou fizeram um telefonema. Todo mundo virou as costas para ela"

César disse ainda que, além da questão financeira, ficou decepcionado com o fato de que a CBG em momento algum procurou Jade para mostrar solidariedade em relação ao seu problema.

- Se com ela as coisas acontecem assim, fico imaginando quem não ganha medalha. Não é só uma questão financeira, é mostrar carinho e apoio. Ela é só uma menina, e eles não mandaram sequer uma carta ou fizeram um telefonema. Todo mundo virou as costas para ela.

A exemplo de sua filha, César também criticou o Comitê Olímpico Brasileiro por não tomar uma atitude para resolver o caso.

- O COB deveria pressionar a CBG para agir, mas não faz nada.

Como consolo, a ginasta conta com o apoio de seus fãs. De acordo com César, a procura por camisetas da campanha tem sido grande. No entanto, a família teme ter que tomar outras medidas caso a ginasta tenha que operar o punho.

- Esperamos que ela não tenha que operar, mas, se isso acontecer, não teremos dinheiro. Alguém vai ter que pagar por isso. Temos que ver qual o caminho certo para isso - disse, sem deixar claro se entrará na Justiça contra a CBG.

Procurado pela reportagem, o COB afirmou que não se manifestará sobre as declarações da atleta de seu pai.



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