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17/09/2012 - Causos do futebol: Pensamentos em torno dos gênios

Eu sempre imaginei "e se Gérson, Didi e Rivelino tivessem jogado juntos!", o que poderia acontecer? Já imaginou o show de categoria que iria ser?

E eu sempre penso: ora, Michel, Didi é de uma geração, Gérson e Rivelino são de outra. É verdade, mas as duas gerações não são tão distantes uma da outra. Didi jogou as Copas de 50 (como reserva, vice-campeão mundial), 54 (como titular e eliminado nas oitavas de final), 58 e 62 (como bicampeão mundial). Gérson jogou as Copas de 66 (uma catástrofe) e 70 (tricampeão Mundial). Rivelino as de 70 (tricampeão mundial), 74 (quarto lugar) e 78 (terceiro lugar invicto).

O Botafogo dos anos 60, com Didi e Gérson
Aí mexendo nos arquivos encontrei uma foto do Botafogo de 1964, com Gérson e Didi na mesma linha de ataque: com Manguinha, Nílton Santos, e claro Mané Garrincha.

Esse jogo que reuniu os dois no mesmo time aconteceu no Peru. Que sorte dos peruanos!

Aí fiquei pensando que o Gérson talvez tenha sido maior do que o Didi.

Será?

Ou o Didi era maior do que o Gérson?

Só sei que os dois tinham a bola como amiga.

Didi sempre explicou "treino é treino; jogo é jogo". Essa frase ele criou em 58, pouco antes da Copa quando diziam que Moacir, do Flamengo, era melhor do que ele e que o Moacir tinha treinado melhor do que ele. "A bola corre mais rápido do que qualquer jogador! Então é ela quem tem que correr e não o jogador!" quando via jogadores saírem em desabaladas carreiras atrás de uma bola que não iam alcançar.

Gérson sempre foi clarevidente.

Ele gosta de explicar porque Pelé é inigualável.

"Depois do jogo de estreia na Copa de 70, contra a Tchecoslováquia, perguntei a Pelé: por que você matou no peito aquele lançamento e não fez o gol de cabeça? E ele respondeu: porque o goleiro deu um passou para dentro do campo. Se cabeceio ele pega. Aí preferi matar no peito e trocar o chute de esquerda pelo de direita!

Aí no jogo contra a Itália fiz um lançamento igualzinho para o Negão, que subiu e tocou para Jairzinho fazer o nosso terceiro gol. Perguntei de novo: por que você não matou no peito como contra a Tchecoslováquia? E ele respondeu: porque o zagueiro da Itália ficou muito junto de mim. Se mato no peito podia bater nele e poderia perder o lance. Preferi tocar de cabeça para Jair que vinha entrando!".

Aí Gérson abre um imenso sorriso e termina:

- Quer dizer, ele via tudo isso em questão de décimos de segundo. Por isso ele pensava um dia na frente de poucos; uma semana na frente de alguns e meses na frente de muitos.

Autor: Michel Laurence


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