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03/01/2011 - 1º Superclássico de Maradona. 10 de Abril de 1981

Partida válida pela 10ª rodada do campeonato metropolitano de 1981, conquistado pela equipe do Boca Juniors, após a seguinte campanha:
Total de partidas – 34
Vitórias – 20
Empates – 10
Derrotas – 4
Gols a favor – 60
Gols contra – 27
Pontuação – O Boca Juniors conquistou 50 pontos, seguido por Ferro Carril Oeste, vice-campeão com 49 pts. O River Plate foi o 4ª colocado, com 39 pontos conquistados.

10 de abril de 1981, noite chuvosa em La Bombonera, para o 1º Superclássico de Diego Armando Maradona.

Boca Juniors 3 x 0 River Plate

Boca Juniors – Rodríguez; Pernia, Mouzo, Ruggeri e Córdoba;Krasousky, Benítez;Maradona;Escudero,Brindisi e Perotti.
D.T. Silvio Marzolini.

River Plate – Fillol; Saporiti, Pavoni, Passarella e Tarantini;Merlo, J.J.López e Alonso;Kempes;Gonzalez e Comisso.
D.T. Angel Labruna.

Árbitro – Arturo Ithurralde

1º Tempo
O jogo começou quente. Cancha pesada devido à chuva que castigou o gramado, bolas divididas com rigor e ‘carrinhos’ de todo tipo, de ambas as partes.

O camisa 5 Merlo, do River Plate bateu boca logo no início de partida com Miguel Angel Brindisi, após o camisa 9 do Boca Juniors, levar um chega pra lá do volante central millonario na frente do árbitro Arturo Ithurralde. Mario Kempes levou dura entrada do camisa 5 Krasousky, da equipe xeneize. O mesmo Krasousky que minutos depois levou cartão amarelo por entrada forte no goleiro Fillol.

No River Plate, o 1º passe era de responsabilidade do zagueiro e ‘Kaiser’ Daniel Passarella, atuando na sobra, tendo a sua frente – quando River não detinha a bola – uma linha de 4 jogadores, com o recuo do camisa 5 Merlo.

O River Plate não conseguia dar seqüência em suas jogadas após a linha que divide o gramado devido aos inúmeros erros de passes em conseqüência principalmente da forte marcação recebida pelo seu camisa 10 Beto Alonso – quando este se posicionava pelo lado esquerdo de ataque – marcado de perto pelo camisa 4 Pernia, lateral direito do Boca Juniors, que também continha seus avanços laterais para vigiar o camisa 11 adversário, Comisso.
O camisa 5 xeneize, Krasousky, encarregava-se de vigiar Mario Kempes e o camisa 8 do Boca Juniors, Benitez, recebia auxílio de Brindisi no combate ao também camisa 8 do River Plate, J.J.López.

O Boca Juniors conseguia dar profundidade aos seus ataques, explorando os lados do campo, com Escudero pela direita e Perotti, pela esquerda.
Brindisi – responsável pelas cobranças de tiro livre – se apresentou várias vezes recuado pelo lado direito do ataque xeneize, tomando iniciativa de organizar tramas ofensivas pelo setor.

O melhor lance de ataque do River Plate aconteceu com 10 minutos de jogo, quando o camisa 8 J.J.López – melhor jogador do River em todo o jogo – fez belo lançamento para a penetração livre de marcação, do camisa 9 Kempes, mas o goleiro Carlos Rodriguez, se antecipou e efetuou a defesa na risca da sua grande área.
Mario Kempes se apresentava antes da meia cancha para contribuir com J.J.López nas elaborações de contragolpes – buscavam mais o lado esquerdo do ataque, com o camisa 11, Commiso – enquanto Norberto Alonso seguia apagado na partida.
Quando o River Plate começou a equilibrar as ações de meia cancha, com maior participação de seu capitão Beto Alonso no jogo e as combinações de passes entre J.J.Lopez e Kempes, o camisa 5 Merlo, foi muito bem expulso em um lance sem bola, ao desferir um soco no estômago do camisa 9 Brindisi, aos 23 minutos do primeiro tempo. Mal deu tempo para o Boca Juniors tirar proveito da vantagem numérica obtida com a expulsão de Merlo, pois logo em seguida, em uma falta cobrada por Maradona aos 25 minutos, o camisa 7 do Boca Juniors, Osvaldo Escudero também foi expulso, ao agredir por trás, dentro da área e sem bola, o camisa 3, Tarantini.

Com a expulsão de Reinaldo Carlos Merlo, Mario Kempes passou a contribuir taticamente na marcação – recuando, por dentro da cancha – no combate aos homens de meio-campo do Boca, principalmente Jorge José Benítez, que passou a se projetar mais na sua intermediária ofensiva após o camisa 5 millonário, deixar o gramado, em virtude da tarjeta roja que levou.
Após a perda de opção de jogada aguda pelo lado direito de seu ataque com a expulsão do camisa 7 Escudero, o Boca Juniors passou a explorar mais o seu lado esquerdo, com Maradona participando mais da elaboração de jogadas na meia cancha, ao se posicionar mais recuado e centralizado, a partir da segunda metade do 1º tempo.

2º Tempo
No início da segunda etapa, Maradona começou a dar sinais de que teria uma atuação bem mais importante na partida. Ajudou o seu time a recuperar a bola em uma saída de jogo imperfeita de J.J.López e partiu em diagonal da ponta esquerda, um pouco depois da linha que divide o gramado, driblando o próprio J.J.López, metendo a bola por entre as pernas de Kempes – o camisa 9 do River, posicionado como se fora volante central – até que seu passe em direção a Brindisi, foi providencialmente interceptado por Tarantini.

Em outro lance um pouco depois, Maradona puxou contra-ataque a partir da meia –lua da meta defendida pelo goleiro Carlos Alberto Rodriguez e ainda chegou na pequena área do River para concluir de cabeça e obter um escanteio em favor do Boca, após receber cruzamento do camisa 11, Perotti.

Nos primeiros minutos da etapa final, o Boca Juniors era todo pressão para cima do River Plate. Adiantou a marcação, posicionando apenas os zagueiros, Oscar Ruggeri e Roberto Mouzo, em sua intermediária defensiva, próximos ao grande círculo central e o seu 1º volante, o camisa 5, Ariel Krasousky, passou a dar combate também, dentro da intermediária adversária.
Se as duas equipes ficaram em igualdade numérica com a expulsão de um jogador de cada lado ainda no primeiro tempo, no aspecto tático o River Plate perdeu muito mais que o Boca Juniors com as expulsões.
Ao perder Carlos Merlo, seu volante central, o River atuou todo o segundo tempo com Kempes improvisado – quando a equipe não detinha a posse de bola – na função do expulso camisa 5, mexida tática esta realizada pelo D.T Angel Labruna, que facilitou a movimentação e as penetrações de Diego Maradona dentro da intermediária do River, principalmente através dos contragolpes – tônica dos últimos 45 minutos – puxados pelo próprio camisa 10 do Boca Juniors.

Os gols do Boca Juniors
No 1º gol xeneize, aos 10 minutos da 2ª etapa, Maradona pegou a bola na intermediária defensiva do Boca, após interceptar rebote de um chute do camisa 8 millonario, Juan José López, arrancou em direção a intermediária do River Plate, livrou-se de dois adversários que tentaram pará-lo a base do carrinho por trás e de um tesoura voadora, efetuou belo passe para Perotti que entrava pelo lado esquerdo da meia-lua, o camisa 11 da equipe azul y oro, dividiu a bola com o camisa 7 Gonzalez, a pelota sobrou para Diego que também dividiu o balão com o goleiro Fillol, na altura da marca penal, e na sobra, o camisa 9, Miguel Angel Brindisi, que acompanhava em velocidade pelo lado direito de ataque, a bela jogada de Diego, chutou para o gol de perna direita, abrindo o placar em La Bombonera.

Após sofrer o 1º gol, o D.T do River, Angel Amadeo Labruna, colocou em campo, o camisa 16, Ramón Diaz – para jogar aberto pelo lado direito do ataque – em lugar do camisa 7, González. Menos de 1 minuto depois da entrada de Diaz, mais precisamente aos 60 minutos de partida, uma saída de bola errada da defesa millonária, o camisa 11 do Boca Juniors, Hugo Osmar Perroti, roubou a pelota na linha que divide o gramado, partiu em velocidade pela esquerda e diante da aproximação de Daniel Passarella, deu passe na medida para Brindisi que mais uma vez atento, acompanhava a jogada pelo lado direito do ataque. O camisa 9 xeneize, deu duas ajeitadas na bola com a perna direita e antes que o camisa 3 Tarantini pudesse interceptar o lance, chutou com precisão no canto esquerdo do goleiro Fillol, ampliando o marcador para 2 a 0, no 1º superclássico de Diego Armando Maradona.

No 3º gol, aos 22 minutos, mais um contra-ataque mortal articulado pelo Boca Juniors, que de contragolpes viveu praticamente toda a segunda etapa.
Outro imperdoável erro de passe do River Plate nas proximidades da meia-lua xeneize, o camisa 3, Carlos Hector Córdoba, interceptou a pelota, partiu em diagonal e em velocidade – buscando o lado direito de ataque – se livrou de três adversários, ao chegar próximo ao bico da grande área do River, deu um corte pra dentro ludibriando a Passarella que vinha no seu encalço desde o círculo central, ajeitou a bola para a sua perna esquerda e achou Maradona livre, entre a marca do pênalti e a linha da pequena área. Diego recebeu a pelota, com a perna esquerda deu um drible seco no arquero do River, deixando Fillol de joelhos no chão, invadiu a pequena área e meteu a bola fora de alcance de um desesperado Tarantini que se esparramou no gramado e tentou impedir o gol com a mão.

O que de melhor produziu o River e fechamento com el Pibe de Oro
A primeira de duas boas chances criadas pelo River Plate no segundo tempo se deu após cobrança de lateral do camisa 3 Tarantini pelo lado esquerdo da intermediária ofensiva do clube millonario. Mario Kempes recebeu a bola, viu a penetração do camisa 2 Pavoni pelo meio da cancha, de canhota meteu a bola pelo alto para o zagueiro que tocou de primeira para J.J.López, que ajeitou a pelota e tabelou com Beto Alonso no meio de 4 jogadores do Boca Juniors, se projetou, recebeu na frente, entrou na área perseguido pelo camisa 2 Roberto Mouzo e na frente do gol, chutou fraco e em cima do goleiro Rodriguez.
Logo depois desta boa chance perdida pelo River Plate, o Boca Juniors tramou mais um ótimo contragolpe, desta vez puxado por Brindisi após erro de passe de Mario Kempes. O camisa 9 do Boca, acionou Perotti pelo círculo central e o camisa 11 xeneize deixou o lateral esquerdo Hector Córdoba livre na frente do goleiro Fillol, para driblar o arqueiro do River em sutil toque entre as suas pernas e concluir para o gol, mas a jogada já havia sido anulada pelo árbitro Arturo Ithurralde que assinalou irregularidade no lance. Impedimento assinalado e o placar seguiu, Boca Juniors 3 x 0 River Plate.
A segunda melhor chance de gol do River Plate no segundo-tempo, e melhor chance que tiveram na partida, se deu após rápida cobrança de falta do camisa 3 Tarantini, que pegou o sistema defensivo do Boca desarrumado, com Pernia e Ruggeri ainda no campo de defesa do River, após subirem ao ataque e abrirem uma ‘avenida’ por onde se projetou Ramón Diaz, livre de marcação e seguido de perto pelo lateral esquerdo Córdoba, seguido mais atrás pelo zagueiro Roberto Mouzo. Diaz entrou com a bola dominada em velocidade na área do Boca Juniors, mas finalizou em cima do goleiro Rodriguez que rebateu para frente fazendo com que a pelota rebatesse em Diaz e fosse para a linha de fundo, em tiro de meta para os donos da casa.
O River Plate teve um gol anulado aos 31 minutos, após Passarella receber em completo impedimento um cruzamento da esquerda. dos pés do lateral esquerdo Tarantini.

O D.T. do Boca Juniors, Silvio Marzolini, ao substituir o camisa 11 Perotti, pelo camisa 16 e ex-jogador do rival River Plate, Carlos Manuel ‘el puma’ Morete, atacante de bastante movimentação pelos lados da área, promoveu uma melhor contundência ofensiva de sua equipe por dentro da cancha, ao contrário do maior volume de jogo desenvolvido pelo lado esquerdo do campo, enquanto Perotti esteve em campo.

No último lance da partida, aos 45min24seg, após escanteio cobrado pelo River Plate pelo lado direito de seu ataque, o goleiro Carlos Rodriguez defendeu de forma segura a pelota alçada sobre sua área e repôs rapidamente a bola em jogo, nos pés de Maradona que se encontrava posicionado um pouco a frente da meia-lua xeneize. Diego fintou um adversário, partiu com a bola grudada ao seu pé esquerdo, em velocidade e em direção a meta do River, mas foi impedido de fazer o 4º gol do Boca Juniors pelo goleiro Fillol, que saiu do gol e ao começar a ser driblado, provocou o choque com Maradona, atingindo-o fora da área, em uma jogada que se acontecesse nos dias de hoje, o goleiro seria prontamente expulso de campo. O próprio Maradona cobrou a falta, mas o chute saiu sem muita força, por cima da barreira, para fácil defesa de Fillol.

La mano de Dios ensaiando para o mundial de 1986
Aos 2 minutos da 1ª etapa, após cruzamento de Brindisi, Maradona marcou um gol de mão – anulado pelo árbitro. A imagem do camisa 10 de Dios desviando a bola com mão, tirando a possibilidade do goleiro Ubaldo Fillol executar a defesa, é muito semelhante ao gol que o mesmo Maradona marcou contra a Inglaterra na Copa do Mundo do México, em 1986.
Porém, vale ressaltar que além da atitude irregular de Diego ter sido percebida pelo árbitro, que invalidou o lance, outra diferença para o gol que marcou de mão durante a Copa de 86, foi que neste, contra o River Plate, Maradona ainda concluiu a jogada com um chute, com o gol vazio, garantindo que a bola chegaria ao fundo da rede do goleiro Fillol

Até a 1ª metade do primeiro tempo, quando ainda jogavam completas, as duas equipes se apresentaram em campo, organizadas taticamente com base no 4-3-3, com variações, devido principalmente, a movimentação intensa dos jogadores, Mario Kempes, Diego Maradona e Miguel Angel Brindisi.
O River Plate variou o seu 4-3-3 para um 4-3-1-2, pois Kempes recuava para participar diretamente da organização de jogadas de sua equipe, a partir da intermediária defensiva do River, em parceria com o camisa 8, Juan José López.
Pelo lado xeneize, Diego Maradona jogou com total liberdade de movimentação dentro da intermediária ofensiva do Boca Juniors, caindo pelos lados do campo – principalmente o esquerdo – e mais próximo a meia-lua adversária do que seus companheiros por dentro do campo, Krasousky e Benítez, mas restritos ao grande círculo central, encarregados de produzir uma boa saída de bola e combater os homens de meia cancha do River Plate. Brindisi também não atuou como um centroavante fixo entre os zagueiros. O camisa 9 do Boca Juniors se apresentou inúmeras vezes próximo a linha que divide o gramado para tramar jogadas ofensivas a partir do lado direito do grande círculo central. Com as intensas e identificadas movimentações de Maradona e Brindisi, o Boca Juniors também apresentou, respectivamente, os desenhos táticos, 4-2-1-3 e 4-2-2-2.



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