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28/12/2009 - Lembra dele? Vitinha jogou no interior Paulista e no Mato Grosso do Sul

Por: Edwellington Villa, São Jose do Rio Preto
Na foto da capa; o time Jalesense - Depois de passar pelas categorias de base do São Paulo, Vitinha deu os primeiros passos como jogador profissional equipe de Jales, que disputava a Segunda Divisão (atual Série A-3). A foto mostra uma das formações de 1986. Em pé, da esquerda para a direita: Mineiro, Marquinhos, Zelo, Serjão, Wilson Luiz e Ronaldo; agachados, na mesma ordem: Gardelzinho, João Luis, Toninho, Vitinha e Macedo.


Na foto da matéria o time do Operario, campeão sul-matogrossense de 1991. De pé, a partir da esquerda: Silva, Boni (ex São Paulo, Seleção de Novos e Touro do Vale), Rubens Carlos, Marcos Adriano, Marcílio e Marcos Sequetto (preparador físico); agachados: Biro Biro, Valdir, Cássio Mariano, Rogério Uberaba e Vitinha. O lateral direito Gonçalves estava dando entrevista e não saiu na foto



Além de um bom goleiro, um grande time precisa de um jogador criativo no meio-campo. Aquele com visão periférica avançada e que pode decidir uma partida em fração de segundos. Com tal capacidade, Ademir Sedano, o Vitinha, ajudou o Rio Preto a chegar às finais do Campeonato Paulista da Divisão Especial (atual A-2) de 1987. Nascido em Mirassol no dia 24 de janeiro de 1967, ele começou a jogar como profissional em 1985, na Segunda Divisão, pelo Jalesense, comandado pelo técnico José Roberto de Oliveira. Dois anos depois, já como titular absoluto da equipe cajeana, Vitinha arrebentou no primeiro tempo do jogo contra o Rio Preto, mas a partida foi encerrada no intervalo, quando o árbitro Edmar Soares foi agredido por torcedores locais, revoltados com a anulação de um gol legal, marcado por Carlinhos Preta. A atuação de Vitinha naquela tarde de 2 de agosto encheu os olhos do técnico João Avelino, do Rio Preto, que pediu a sua contratação. A Segundona de 1987 era um campeonato seletivo. Havia 45 times em cinco grupos e os 28 com melhor índice técnico acabaram promovidos para a Especial (atual A-2). O Rio Preto garantiu vaga e como o Jalesense não se classificou, a diretoria esmeraldina não encontrou dificuldades em trazê-lo por empréstimo, junto com o centroavante Marinho.

Eles se apresentaram na quinta-feira, 13 de agosto. Dois dias depois, Vitinha estreou no empate sem gols contra o Taquaritinga, fora de casa. O Glorioso se classificou em segundo lugar no Grupo A, atrás do Comercial. Catanduvense, Radium de Mococa, Taquaritinga, Francana e Fernandópolis ficaram fora. Na fase final, o Rio Preto acabou em terceiro lugar no quadrangular conquistado pelo União São João de Araras. O Marília foi o segundo e o Paulista de Jundiaí terminou em quarto. "Foi uma das melhores equipes que joguei. Guardo boas recordações do Rio Preto", disse Vitinha. Antes de se profissionalizar, ele jogou no infantil do Mirassol, com o comando de Robertinho Sagrillo. Logo depois foi aprovado pelo São Paulo numa peneira realizada na sede do Palestra, em Rio Preto, mas ficou pouco tempo em razão de não ter se adaptado aos métodos de trabalho do uruguaio Pablo Forlan, treinador do juvenil do Tricolor na época. "Faltou juízo e orientação para que eu permanecesse no Morumbi", admite.

Campeão estadual no Centro-Oeste
Depois da passagem pelo Rio Preto, Vitinha retornou ao Jalesense, onde disputou a Segundona de 1988. Na temporada seguinte, desvinculou-se do clube de Jales e acertou com a Matonense, novamente sob a batuta do seu velho conhecido, o técnico José Roberto de Oliveira. Em 1990, Vitinha rompeu fronteira e foi parar na Platinense, integrante da Primeira Divisão do Paraná e dirigida pelo treinador Zezito. Voltou ao futebol paulista no ano seguinte, indicado pelo técnico Noriva, que o levou para o José Bonifácio, participante da Terceirona. Na mesma temporada assinou três contratos. Trocou o Tricolor do Vale pelo Guaçuano e logo em seguida foi para o Operário, de Campo Grande-MS, disputar a fase decisiva do Campeonato Sul-Matogrossense. Na semifinal, o Operário ganhou as duas batalhas do Nova Andradina (1 a 0 - gol de Vitinha - e 2 a 0). Na decisão contra o Naviraiense, mais dois triunfos do Alvinegro: 1 a 0 e 3 a 1. Vitinha ainda esteve no Bandeirante de Birigui, em 1992, e no Independente de Limeira, onde sofreu várias contusões e decidiu pendurar a chuteira. Fez reversão para amador e foi campeão com a Matinha, em 1995. Também atuou no Palestra, Botafogo, Texas, Gêmeos, CS Joias e Tangará. Em Mirassol, onde mora no bairro Vale do Sol, disputou Amador e Veterano pelo Corintinha, Cohab 1 e Riobor/Pi Transportes. Casado com Sueli e pai de Pamela e Vitória, ele trabalha como metalúrgico.

FICHAS TÉCNICAS:




JALESENSE - 0
Miro; Gilson, Serjão, Dema e Marco Antonio; Neca, Zé Carlos e Vitinha; Carlinhos Preta, Marinho Perereca e Vanderlei. Técnico: Wagner Basso.


RIO PRETO - 0
Clayton; Nilo, Edinho, André e Gléber; Zé Carlos Tinguinha, Cação e Carlos Neves; Daniel, Gilson e Vital. Técnico: João Avelino.

Árbitro: Edmar Soares. Renda e público: não divulgados. Local: estádio Roberto do Valle Rollemberg, em Jales, no domingo, dia 2 de agosto de 1987, pela penúltima rodada do Paulista da Segunda Divisão. O jogo foi interrompido no intervalo, após o árbitro ser agredido por torcedores locais. Depois, o "tapetão" deu os pontos para o Rio Preto. Foi neste jogo que Vitinha chamou a atenção de João Avelino, que o indicou à direção do Jacaré.
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TAQUARITINGA - 0
Moacir; Gaspar, João Marcos, Wilson e Zé Mário; Nelsinho, Roberlei e Wallace (Elvio); Miltinho, Tião Marino (Sabará) e Carlos Alberto. Técnico: Orlando Bianchini.


RIO PRETO - 0
Clayton; Nilo, Edinho, Jorge Fernandes e Gléber; Zé Carlos Tinguinha (Ricieri), João Paulo e Vitinha (Cação); Romeu, Gilson e Carlos Neves. Técnico: João Avelino.

Árbitro: Flávio de Carvalho. Renda: Cz$ 57 mil. Público: 1.243 pagantes. Local: estádio Adail Nunes da Silva, em Taquaritinga, sábado, 15 de agosto de 1987, na abertura do Campeonato Paulista da Divisão Intermediária, na estreia de Vitinha no Rio Preto.
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OPERÁRIOS-MS - 3
Marcílio; Gonçalves, Boni, Silva e Marcos Adriano; Rubens Carlos, Valdir e Vitinha; Biro Biro, Cássio Mariano e Vieira (Márcio Vieira). Técnico: Silvio Elite.


NAVIRAINSE - 1
Marcão; Claudinho, Dionei, Júlio César e Donato; Sérgio Gaúcho, Edilson e Jadilson (Reinaldo); Cido, João Mineiro e Paulo Henrique (Fernando). Técnico: João Paulo.

Gols: Gonçalves aos 17 minutos do primeiro tempo. Cássio Mariano aos 6, Biro Biro aos 13 e João Mineiro aos 45 minutos do segundo tempo. Árbitro: Getúlio Barbosa Souza Júnior. Renda: Cr$ 5.138.000,00. Público: 2.743 pagantes. Local: estádio Pedro Pedrossian, o Morenão, em Campo Grande, domingo, 15 de dezembro de 1991, na final do Campeonato Sul-Matogrossense, quando Vitinha foi campeão com o Operário.
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RIO PRETO - 1
Clayton; Nilo, Edinho, Jorge Fernandes e Gléber; Ricieri (Edson Leite), João Paulo e Vitinha; Romeu, Gilson e Esquerdinha (Carlos Neves). Técnico: João Avelino.


RADIUM - 1
Carlos; Divino (Carlos Sacóssio), Rosa, Gutão e Américo; Mococa, Carlos Alberto e Biquinha; Bolinha, Gilberto e Beto (Campos). Técnico: Zé Eduardo.

Gols: Gilson aos 13 minutos do primeiro tempo e Gilberto aos 22 minutos do segundo tempo. Árbitro: Douglas Gonçalves Las Casas. Renda: Cz$ 77,2 mil. Público: 1.101 pagantes e 257 menores. Local: estádio Riopretão, no sábado, dia 29 de agosto de 1987, pela terceira rodada do Paulista da Intermediária.


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