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04/12/2009 - Lembra dele? Miro, ex lateral do América, Santos, Botafogo, Marilia e outros

Por: Edwellington Villa, São Jose do Rio Preto
Na foto da Capa o time do Botafogo campeão do primeiro turno do Campeonato Paulista de 1977 e que tinha o doutor Sócrates como principal estrela. No ano anterior, Sócrates havia sido artilheiro do Paulistão, com 15 gols, um a mais que Iaúca, do América. Em pé, da esquerda para a direita: Wilson Campos, Mário, Miro, Aguillera, Mineiro e Manoel; agachados, na mesma ordem: Zé Mário, Sócrates, Osmarzinho, Lorico e João Carlos Motoca.



Na fota da matéria o time do América de 1981


Com imponência e espírito de liderança, Miro foi a referência defensiva dos times por onde passou. Começou a carreira como zagueiro, mas sobressaiu-se também atuando como volante, destacando-se principalmente no América e no Santos. Foram quase quatro anos em duas passagens pelo Rubro rio-pretense e mais uma temporada na equipe da Vila Belmiro. Waldemiro Azeredo Teixeira, que nasceu no Rio de Janeiro, no dia 20 de maio de 1951, mudou-se ainda criança para Lagoa da Prata-MG (cidade localizada a 200 quilômetros de Belo Horizonte e a 546 km de Rio Preto). "Meu pai (o ex-zagueiro Mirim, que jogou no Vasco, Fluminense, Palmeiras e Bangu) resolveu mudar para o interior de Minas", explica. Miro começou a carreira no juvenil do Cruzeiro, de Belo Horizonte, em 1969, indicado por Wilson Piazza, jogador cruzeirense e da Seleção Brasileira campeã da Copa do Mundo de 1970, no México. "O Piazza foi pescar em Lagoa da Prata-MG e recebeu informações sobre mim. Me indicou ao Cruzeiro, fiz teste e fiquei por lá."

Para adquirir mais experiência, Miro acabou emprestado ao Atlético, de Três Corações-MG, em 1970, e ao Uberlândia-MG, na temporada seguinte. Retornou ao Cruzeiro, mas teve poucas oportunidades no time de astros como Dirceu Lopes, Tostão, Piazza e outros. Também defendeu o Vila Nova, de Nova Lima-MG, e o Náutico do Recife, até que em 1975 foi contratado por empréstimo pelo América. Uma de suas primeiras partidas pelo Vermelhinho foi na vitória por 2 a 1 sobre o Santos, no estádio Mário Alves Mendonça, no dia 12 de março, pelo primeiro turno do Paulistão. A equipe rio-pretense fez uma campanha inesquecível, terminando o hexagonal decisivo em quarto lugar, atrás de São Paulo, Portuguesa e Santos, e na frente de Corinthians e Palmeiras. Miro também disputou o Paulistão de 1976 pelo América e deixou o clube em agosto, após o empate sem gols com o São Paulo, no Mário Alves Mendonça, pela última rodada. Em 1977, o Cruzeiro vendeu Miro para o Botafogo, que contava com o doutor Sócrates, Lorico, Aguillera e outras feras. Permaneceu no clube de Ribeirão Preto até 1980, quando foi vendido ao Santos, de Pita, Nilton Batata e João Paulo. Sob o comando de Pepe, o time santista foi vice-campeão paulista ao perder a final para o São Paulo por 1 a 0, gol de Serginho Chulapa. Após a passagem pelo Peixe, Miro retornou ao América, onde disputou mais duas edições do Paulistão (1981/82).

Parou de jogar em 1986 na Caldense
Depois da sua segunda passagem pelo América, Miro peregrinou por mais sete clubes. Do Rubro foi para a Inter de Limeira disputar o Campeonato Brasileiro. Participou de três jogos, com uma vitória, um empate e uma derrota. Também esteve no Marília entre os anos de 1983 e 1984, e Operário, de Campo Grande-MS (1984). No mesmo ano, teve o passe comprado pelo Nacional, de São Paulo, integrante da Divisão Intermediária (atual A-2). Ainda defendeu o Brasília e o CSA de Alagoas, ambos em 1985. De lá seguiu para a Caldense-MG, onde pendurou a chuteira em 1986. Contando apenas as atuações por Santos, Botafogo e Inter de Limeira, Miro disputou 40 jogos válidos pelo Campeonato Brasileiro, com 18 vitórias, 11 empates, 11 derrotas e dois gols marcados. Os dois tentos foram assinalados pelo Santos, no início de 1981. Quando parou de jogar, o "xerifão" passou a trabalhar numa empresa fabricante de jóias de Belo Horizonte. "Fiquei 10 anos nesta atividade", diz. Em 1995, ele retornou para Lagoa da Prata, onde mora até hoje com a mulher, Taísa. Pai de Henrique, Hugo, Higor, Mariana e Júlia, Miro ocupa o cargo de secretário municipal de esportes da cidade mineira localizada no Alto São Francisco, no Centro-Oeste de Minas Gerais, e que possui cerca de 45 mil habitantes.




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