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05/11/2009 - Os cinco maiores orgulhos e as cinco maiores vergonhas dos corintianos

OS ORGULHOS:

1º lugar: Fluminense 1 x 1 Corinthians, em 1976

Depoimento de Wladimir:

"Na hora, minha impressão era de que havia entre 50 e 60 mil corintianos no Maracanã. Mas sabemos que era mais do que isso. Não dá para dizer que eram todos paulistanos, porque havia flamenguista na parada. Devia ter cerca de 80 mil torcedores. Fiquei impressionado. Quando subi ao gramado, falei: ‘Estamos com o Maracanã dividido, não é possível’. Não vamos ver nada parecido, tenho certeza. Já havia 4 mil torcedores para nos receber no Hotel Nacional. E tinha palmeirense, são-paulino, santista… todos queriam demonstrar apoio. Mesmo assim, foi surpreendente na hora da partida. Não podia imaginar que haveria aquela multidão. Houve sintonia entre time e torcedores, que nos passaram energia completa. A chuva prejudicou o Fluminense, que acreditava que venceria no tempo normal. Percebi em cada semblante que era um dia especial na carreira de todos."

2º lugar: Corinthians 2 x 2 Real Madrid, em 2000

Depoimento de Rincón:

"Esse foi o jogo da vontade. Estávamos cansados após o título brasileiro em cima do Atlético-MG, que exigiu muito do nosso time. Eu, por exemplo, me recuperei de uma lesão na última partida da final. Contra o Real Madrid, o campo no Morumbi estava molhado por causa da chuva. Houve uma série de coisas que mexeram com a gente, como a declaração do Karembeu de que não conhecia o Edílson. Mesmo que não conheça, não se fala isso. Mexeu com um companheiro, mexeu com o time todo. Prevaleceu a garra do Corinthians, que também explorou o que tinha de melhor: o toque de bola. Era um time páreo para qualquer adversário. Acho que teríamos feito um papel melhor do que o Palmeiras se tivéssemos ido à final contra o Manchester (no fim de 1999)."

3º lugar: Corinthians 7 x 1 Santos, em 2005

Depoimento de Antônio Lopes:

"Foi a melhor atuação daquele Corinthians. Ali, eu e a comissão técnica tivemos convicção de que seríamos campeões brasileiros. O time vinha subindo de produção e teve uma exibição esplendorosa. Tinha uma dupla de ataque fenomenal, com Nilmar e Tevez, e jogava em velocidade. Possuía um poder ofensivo muito grande, por isso não sabia jogar atrás. Era quase perfeito. Quando fui contratado, minha preocupação foi acertar o sistema defensivo, porque o Corinthians sempre levava gol. Consegui, sem prejudicar o ataque. Antes do jogo contra o Santos, não imaginava que o placar poderia ser esse. Mas, quando começaram a sair os gols, achei que poderíamos conseguir uma marca histórica. E foi importante principalmente para os torcedores mais antigos, que viveram a era Pelé e sofreram com derrotas."

4º lugar: São Paulo 2 x 3 Corinthians, em 1999

Depoimento de Rincón:

"Foi um jogo memorável. Não é que houvesse desconfiança da torcida do Corinthians, mas ela é muito exigente. O São Paulo vinha forte e era o time a ser vencido. Era considerado favorito, mas isso acaba quando os times entram em campo. Isso nos deu força, mexeu com o nosso ego. Cutucaram a onça com vara curta. Isso nos levou a colocar algo mais no jogo. Cada bola disputada era uma briga, porque havia essa lembrança. O Dida nos deixava tranquilos, e não apenas pelos pênaltis defendidos. Ele passava confiança."

5º lugar: Corinthians 1 x 0 São Paulo, em 1990

Depoimento de Marcelo Djian
"O Corinthians não era um time de técnica apurada, mas se superou principalmente na parte física. Jogamos realmente com o coração contra Atlético-MG, Bahia e São Paulo. Geralmente, quem se classifica com dificuldade, como nós, acaba crescendo na hora certa. Conseguimos a vaga na última rodada, apesar da derrota por 3 a 0 para o Inter, porque o Goiás também havia perdido para a Portuguesa. Na final contra o São Paulo, cerca de 70% dos torcedores eram corintianos, até em virtude do resultado do primeiro jogo. Devia ter uns 90 mil corintianos. Meus pais estavam nas numeradas superiores do Morumbi e ficaram com medo depois do gol, porque o estádio tremia muito. Lembro disso até hoje. O jogo foi difícil, pois o São Paulo tinha um time qualificado. Aguentamos a pressão no primeiro tempo e tivemos um alívio com o gol de Tupãzinho no segundo. Ficamos concentrados praticamente um mês após a primeira fase, num esforço de reta final de campeonato. Com isso, nos protegemos da pressão externa. Eu encarava uma final pelo Corinthians como algo especial. Sabia que, se errasse, poderia encerrar a minha carreira no clube."

AS VERGONHAS

1º lugar: Corinthians 1 x 3 River Plate, em 2006

Depoimento do volante Xavier

"Na Argentina, eu havia entrado no segundo tempo, depois da expulsão do Mascherano, e marcado o segundo gol (na derrota por 3 a 2). Na véspera do jogo de volta, torcedores se reuniram com a equipe e cobraram o fato de que os outros grandes de São Paulo já tinham o título da Libertadores. Para mim, esse tipo de cobrança foi algo novo. Os jogadores mais jovens, mesmo os de qualidade, se sentiram coagidos. Não encararam aquilo como uma motivação extra, mas como uma ameaça. Os mais experientes não sentiram a pressão. Quando o River Plate empatou, numa infelicidade do Coelho, a torcida começou a protestar. E isso acabou com uma possível reação nossa. E olha que a vitória por 2 a 1 favorecia o Corinthians. Alguns jogadores perderam a concentração e ficaram temerosos do que poderia acontecer depois do jogo. A revolta da torcida veio muito cedo. Ainda era possível uma reviravolta. O Ademar Braga me substituiu pelo Roger quando o River empatou. Ficamos com apenas um volante, e em seguida vieram o segundo gol e o terceiro."

2º lugar: Corinthians 0 x 1 Vasco, em 2007

Depoimento do zagueiro Fábio Ferreira

"Foi um dos jogos em que tivemos a infelicidade de não marcar um gol. Os jogadores sabiam que a situação era difícil, então ficavam ansiosos. A torcida vinha fazendo a parte dela e encheu o estádio mais uma vez. Sabíamos da importância daquele jogo para o Corinthians. Depois do rebaixamento, alguns jogadores foram mandados embora do elenco. Eu era titular, havia construído essa condição e sofri uma desvalorização. O elenco era bom. Fez um excelente início de temporada, mas perdeu alguns jogadores. Tivemos azar em algumas partidas do Brasileiro. Empatamos jogos em que ganhávamos até o fim, ou perdemos quando merecíamos ganhar. No jogo contra o Vasco, o Corinthians esteve melhor e criou mais chances de gol, mas infelizmente a bola não entrou"

3º lugar: Palmeiras 1 x 0 Corinthians, em 1974

Depoimento de Wladimir:

"O Corinthians tinha cerca de 80% da arquibancada. Ninguém imaginava que perderíamos a final. Mas foi um equívoco ir para Águas de Lindóia depois de ganhar o primeiro turno, deixando um time misto para o returno. Saímos do clima de decisão. Estávamos no paraíso, em outro mundo. Ficamos sem competir e perdemos a vibração. Demonstramos apatia em campo por conta desse afastamento. O Palmeiras tinha um grande time, mas a nossa equipe também era muito boa. O resultado poderia ter sido outro se mantivéssemos o ritmo no segundo turno. O Rivellino era a estrela do time e esteve apático como os outros. Todos deveriam ter sido responsabilizados pela derrota, e não só ele. Ele preferia não ter deixado o clube, mas foi muito bom para ele. Só voltamos a nos falar quando o Corinthians enfrentou o Fluminense, e ele estava mordido. Foi o maior jogador que vi atuar no Corinthians. A torcida acabou sendo manipulada na época pela imprensa, que vendeu a ideia de que Rivellino não tinha funcionado na decisão"

4º lugar: São Paulo 5 x 1 Corinthians, em 2005

Depoimento do goleiro Tiago

"A gente vinha de uma eliminação conturbada para o Figueirense na Copa do Brasil, numa disputa por pênaltis, e ainda teve a confusão com o Roger e o Passarella. Era um técnico que cobrava bastante e tinha um método de trabalho que agradava a alguns e desagradava a outros. Eu gostava dele. Ele queria que todos se dedicassem da mesma maneira no jogo e no treino. Não queria ninguém devagar, com preguiça. Durante a partida, alguns jogadores novos no clube se assustaram com as invasões de campo. Eu era do Corinthians e sei como a torcida é apaixonada. A explicação é a ânsia que existe no clube por um título da Libertadores, e nós havíamos sido eliminados da Copa do Brasil, que é o caminho mais rápido. A confusão maior foi no portão de acesso ao campo, mas a minha preocupação era não levar mais gols. A conversa entre os jogadores antes da partida foi normal, estavam todos concentrados. Mas nada deu certo, não foi um dia bom. Levamos um gol, corremos atrás do empate e levamos o segundo. Aí já era. O time poderia estar jogando até hoje, que não ia conseguir nada."

5º lugar: Juventude 6 x 1 Corinthians, em 2003

Depoimento do meia Robert:

"Eu até joguei bem nessa partida. Não fui vaiado, nem pegaram no meu pé no desembarque do time. O time foi bem até os 30 minutos, depois a situação desandou. Naquela época, nosso time estava sendo desmontado. Quando eu cheguei do Japão, estavam no Corinthians: Fábio Luciano, Jorge Wagner, Kleber, Liédson… Era um timaço. O clube vendeu esses jogadores e promoveu vários garotos, que tinham qualidade, mas eram inexperientes. Havia dificuldade financeira, mas o salário não atrasava. Em compensação, também não chegavam contratações. Após o jogo, fiquei surpreso com a atitude do Geninho. Soube no vestiário que ele havia pedido demissão ao vivo na TV Globo. Foi inusitado, mas foi a consequência de um desabafo. Gosto muito dele. Perder de seis é complicado, foi feio. Mas pelo menos nos mantivemos na Primeira Divisão. Não tenho um rebaixamento na minha carreira."


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