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27/08/2009 - Meu jogo inesquecivel: Roberto Rivelino

Rivelino jamais esquecer uma partida quando ele vestia a camisa do Fluminense. Foi uma vitria dramtica contra o Amrica. A 30 segundos do fim da prorrogao, com um gol marcado por Rivelino, na cobrana de uma falta, o Fluminense conquistou a Taa Guanabara e o passaporte para as finais do campeonato carioca de 1975.

E foi o prprio Rivelino quem relembrou o seu jogo inesquecvel.
"Era meu primeiro titulo estadual como profissional. Minha ida para o Rio de Janeiro foi muito importante. Os cariocas sempre gostaram do meu futebol. Alm disso, o Fluminense tinha um grande time. O presidente tricolor, Francisco Horta, havia montado um esquadro pelo qual eu seria bi campeo carioca em 1975/76. Mas, antes de tudo isso, foi aquela Taa Guanabara que nos credenciou a disputar o primeiro dos dois ttulos daquele bi, em um quadrangular final com Vasco e Botafogo".

E o Riva chega a deciso com o Amrica "O jogo no foi fcil. Estava 0x0, e, quando terminou os 90 minutos, fomos para uma prorrogao de quinze por quinze. Foi uma partida parelha. Apesar do Fluminense ter uma equipe tecnicamente melhor, a do Amrica tambm era muito boa. Tanto que estava lutando pela Taa Guanabara, que j havia faturado no ano anterior. A base era praticamente a mesma do ano anterior. Um time muito forte. O clssico entre os dois era mais valorizado que nos dias de hoje, e o carioca, por si s, sempre deu uma ateno especial conquista da Taa Guanabara. Aquele Fluminense era at chamado de A mquina. Mas, final final, e sempre existe um problema muito srio: ou voc faz uma grande partida. Meta quatro ou cinco logo de cara, ou a coisa pode enroscar. E foi o que aconteceu. O jogo acabou enrolado, e, embora tivssemos tido mais oportunidades, com o Amrica jogando sempre mais atrs, explorando o contra-ataques, nada do gol aparecer. Eu que sempre joguei em uma faixa de campo onde a bola obrigada a passar pelo meu p, era novamente o encarregado de armar o jogo".

E Rivelino concluiu "Empatamos no tempo normal e no primeiro tempo da prorrogao. Quando faltavam 30 segundos para o final, praticamente na hora em que todos se preparavam para a cobrana de pnaltis, o gol finalmente apareceu. Em uma jogada isolada, o americano Brulio quis dar um chapu no tricolor Marco Antonio, que ganhou o lance. A, o Brulio meteu a mo na bola, e o juiz marcou a infrao bem perto da rea. E l estava a barreira que acabou ajudando naquela cobrana. Bati forte e em direo a barreira. O zagueiro Geraldo virou um pouco a cabea, e o azar do Amrica foi esse. Porque a bola pegou no seu ombro, ganhou efeito e deslocou o goleiro Pas, indo morrer no ngulo. Depois, praticamente, s deu tempo para o juiz apitar uma nova sada e terminar o jogo. Mais que a conquista do titulo, vibrei muito com aquele gol inesquecvel. Um gol que me deu a condio de disputar o campeonato, meu primeiro titulo estadual como jogador profissional, j aos 29 anos de idade. Se a gente perde al, por exemplo, naquele jogo contra o Amrica, acho que o bi campeonato de 1975/76 nem existiria. Por isso, penso que s fui campeo, graas ao gol marcado naquela deciso. E isso eu no esqueo nunca mais".

27 de abril de 1975.
Estdio do maracan Fluminense 1 x Amrica O.
Gol de Rivelino.
Juiz: Carlos Costa.
Publico: 96.035 torcedores.
Fluminense: Felix. Toninho. Silveira. Edinho e Marco Antonio. Z Mario e Cleber. Gil. Manfrini(Erivelton). Rivelino e Z Roberto.
Tcnico: Paulo Emilio.

Amrica: Pas. Orlando. Alex. Geraldo e lvaro. Ivo e Brulio. Neco. Flecha. Tadeu e Paulo Csar.
Tcnico: Danilo Alvim.


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