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21/08/2009 - Meu jogo inesquecivel: Marcelo Veiga ex-Santos e hoje técnico de futebol

Paulistano, Marcelo Castello Veiga, ou simplesmente Marcelo Veiga, tem história no futebol paulista. E começou a construí-la em campo na lateral esquerda do Santo André. Mais tarde, depois de uma passagem pelo Ferroviário (CE), retornou ao estado para viver o seu melhor momento da carreira com a camisa do Santos. Passou ainda por Internacional (RS), Goiás, Portuguesa, Bahia, Fortaleza e Matonense. Mas foi no time da Vila Belmiro que fez o seu clássico inesquecível.

Aos 44 anos, hoje treinador do Bragantino, Veiga elegeu uma partida contra o Palmeiras, pelo Campeonato Paulista de 1990 como o grande clássico de sua vida. Foi no dia 29 de abril, no estádio do Morumbi, pelo segundo turno da primeira fase da competição. Com gols no segundo tempo, o Santos que além de Marcelo Veiga, contava com César Sampaio, Sérgio Guedes, Paulinho McLaren, entre outros, derrotou o Palmeiras de Toninho Cecílio e Dorival Júnior por 2 a 1.

Na ocasião, porém, os holofotes estavam voltados para um outro jogador. O japonês Kazu, que, especialmente por sua nacionalidade, era visto com desconfiança por todos. No entanto, com um gol no clássico, a pressão sobre o baixinho ponta diminuía. Marcelo Veiga teve participação direta no lance. "Este jogo contra o Palmeiras foi especial e o Kazu marcou um dos gols do Santos. Eu driblei uns quatro jogadores", lembra Veiga.

Marcelo Veiga lembra ainda que, além do atacante santista, quem estava no Morumbi tinha a expectativa de ver o desempenho de um outro jogador, mas do Palmeiras: o também ponta Serginho Fraldinha. "O treinador do Palmeiras era o Telê Santana e ele estava lançando o Serginho Fraldinha, que era ponta-direita e vinha para jogar nas minhas costas, mas não conseguiu", brinca Veiga. "Acabei dando uns dribles nele e eu é que joguei nas costas dele", orgulha-se o ex-lateral.

Os gols da partida aconteceram todos no segundo tempo. Aos 12, após a jogada de Marcelo Veiga, Kazu venceu o goleiro Ivan e abriu o marcador. Pouco depois, aos 19, o também atacante Roger empatava para os palmeirenses. A vitória santista chegaria apenas nos minutos finais da partida com o artilheiro Paulinho McLaren marcando aos 41 minutos.

Santos e Palmeiras, porém, não viviam bons momentos e amargavam um jejum de títulos. O do Palmeiras, desde 1976, estava no fim de sua angústia e o Santos, desde 1984, apenas dava início ao calvário dos anos seguintes. Talvez por isso, antes do jogo o clima não fosse tão ruim. "O clima antes do jogo era até legal. Santos e Palmeiras sempre foi assim. A gente não podia perder para o Corinthians; este jogo sim tinha clima hostil", relembra.

O desempenho dos times não era dos melhores e depois de se classificarem na primeira fase, o Santos ficou no Grupo Preto e terminou em terceiro lugar, atrás de Corinthians e Bragantino, que foi para a final. Já o Palmeiras ficou na segunda posição do Grupo Vermelho e perdeu a vaga na decisão para o Novorizontino.

Naquele ano, a decisão ficou conhecida como "final caipira" e o título ficou com o Bragantino, coincidentemente para a equipe que hoje é treinada por Marcelo Veiga.

Ficha técnica

Palmeiras: Ivan; Edson, Toninho, Marco Antônio e Dida; Júnior, Betinho e Bandeira (Serginho Fraldinha); Careca Bianchesi; Roger e João Paulo (Paulinho Carioca).
Técnico: Jair Pereira.

Santos: Sérgio; Ijuí, Camilo, Luis Carlos e Marcelo Veiga; César Sampaio, Axel e Gilmar; Kazu, Paulinho McLaren e Sérgio Manoel.
Técnico: José Macia, o Pepe.

Árbitro: João Paulo Araújo.
Local: Estádio Cícero Pompeu de Toledo (Morumbi).
Data: 29 de abril de 1990
Público: 24.768
Renda: Cr$ 2.924.600.


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